Você toparia atravessar a Represa Billings de barco para conhecer um templo inspirado na arquitetura japonesa sem sair do estado de São Paulo?
Foi exatamente essa experiência que tivemos na Torre de Miroku, em Ribeirão Pires. E posso dizer que a visita começa muito antes de chegar ao destino. A travessia já faz parte do passeio e, conforme a torre vai surgindo em meio ao verde, a expectativa só aumenta.
Quando desembarcamos, entendemos por que tantas pessoas recomendam esse lugar. A construção é imponente, os jardins são impecavelmente cuidados, o clima é de muita tranquilidade e toda a visita é muito bem organizada.
Além de conhecer o complexo, também reservamos a oficina de cerâmica, que tornou a experiência ainda mais especial. Foi lá que entendemos como esse trabalho artesanal está diretamente ligado à construção da torre.
Neste artigo, conto como foi nossa experiência, como funciona a visita e tudo o que você precisa saber antes de conhecer esse passeio diferente pertinho de São Paulo.
Onde fica a Torre de Miroku?
A Torre de Miroku está localizada em Ribeirão Pires, na região do ABC Paulista, às margens da Represa Billings.
O acesso ao complexo é feito exclusivamente por barco, o que torna a experiência ainda mais especial. A proximidade com a capital paulista faz desse um excelente destino para um bate-volta de fim de semana.
Como visitar a Torre de Miroku
As visitas acontecem somente com agendamento prévio.
A reserva inclui a travessia de barco e o acesso ao complexo. Algumas datas também oferecem atividades opcionais, como a oficina de cerâmica, que recomendamos incluir no roteiro.
Como o número de visitantes é limitado, vale a pena garantir sua vaga com antecedência, principalmente nos finais de semana e durante a época da florada das cerejeiras.
Quanto custa visitar a Torre de Miroku?
Durante nossa visita, os valores eram os seguintes:
- Travessia de barco + entrada na Torre de Miroku: R$ 56 por pessoa.
- Estacionamento na marina: R$ 20 por veículo, válido para todo o período da visita.
- Oficina de cerâmica (técnica pinch ou beliscão): R$ 95 por pessoa.
Na nossa opinião, a oficina vale muito a pena. Além de ser uma atividade divertida, ela ajuda a entender a história da construção da Torre de Miroku e a importância do trabalho artesanal na produção das telhas do templo.
A travessia de barco já faz parte do passeio
O embarque acontece em uma marina muito bem estruturada, com estacionamento, banheiros e uma área de espera confortável para os visitantes.
Durante nossa visita, o estacionamento custava R$ 20 por veículo, valor válido para todo o período do passeio.
A travessia pela Represa Billings dura poucos minutos, mas foi uma das partes que mais gostamos da experiência. Navegar cercado pela natureza e ver a torre surgindo aos poucos entre o verde torna a chegada ainda mais especial.
Achei esse momento muito bonito e foi impossível não pegar a câmera para registrar tudo.
Outro ponto que nos chamou a atenção foi a organização. Desde o embarque até a recepção no complexo, tudo aconteceu de forma muito tranquila, sem filas ou confusão, o que deixou a experiência ainda mais agradável.
A imponência da Torre de Miroku
Assim que desembarcamos, a torre impressiona pelo tamanho.
Inspirada no pagode de cinco andares do Templo Hōryū-ji, localizado em Ikaruga, na província de Nara, no Japão, a Torre de Miroku chama a atenção pela riqueza dos detalhes e pela fidelidade à arquitetura tradicional japonesa.
O Hōryū-ji é considerado um dos templos de madeira mais antigos do mundo e foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO. Tivemos a oportunidade de conhecer esse lugar durante nossa viagem ao Japão e foi muito interessante encontrar, anos depois, uma construção inspirada nele tão perto de São Paulo.
Se você está planejando uma viagem ao Japão, vale muito a pena incluir Nara no roteiro. Além do Hōryū-ji, a região é famosa pelos cervos que circulam livremente pelo parque e por seus importantes templos históricos. Contamos todos os detalhes no nosso roteiro completo pelo Japão.
Jardins impecáveis e cerejeiras começando a florir
Os jardins foram uma das partes que mais gostamos da visita.
Tudo é extremamente bem cuidado. Há caminhos para caminhada, lagos, muito verde e diversos espaços para simplesmente sentar, contemplar a paisagem e aproveitar o silêncio.
Durante nossa visita, as cerejeiras estavam começando a florir. Ainda não era o auge da florada, mas elas já deixavam o cenário ainda mais bonito. Imagino que, quando estiverem completamente floridas, o visual seja ainda mais impressionante.
É um passeio para ser feito sem pressa. Vale a pena caminhar pelos jardins, observar os detalhes da arquitetura e aproveitar a atmosfera tranquila do complexo.
Nossa experiência na oficina de cerâmica
Quando fizemos a reserva, decidimos incluir também a oficina de cerâmica, e foi uma excelente escolha.
Além de ser uma atividade muito legal, ela tem uma ligação direta com a história da Torre de Miroku. Durante a oficina, aprendemos que o trabalho com cerâmica começou porque era necessário produzir telhas com um formato específico para a construção da torre. Esse conhecimento artesanal foi preservado e hoje também faz parte da experiência oferecida aos visitantes.
Cada participante pode escolher qual peça deseja modelar utilizando a técnica pinch, também conhecida como técnica do beliscão. É uma atividade tranquila, mesmo para quem nunca teve contato com cerâmica, e muito divertida de fazer.
Depois de pronta, a peça passa pelo processo de queima e recebe o esmalte cerâmico. Quando fica finalizada, é possível optar por recebê-la em casa, mediante o pagamento do frete, ou retirá-la posteriormente no templo da instituição localizado no bairro do Pacaembu, em São Paulo.
Na nossa opinião, vale muito a pena incluir essa experiência na visita. Além de sair com uma lembrança feita por você, a oficina ajuda a entender melhor a história da construção da Torre de Miroku e torna o passeio ainda mais especial.
Um detalhe curioso
Uma curiosidade que chamou nossa atenção foi encontrar imagens de Nossa Senhora da Conceição e São João Batista no complexo.
Como toda a arquitetura remete imediatamente aos templos japoneses, não esperávamos encontrar também figuras tão importantes para o cristianismo. Essa combinação de referências orientais e cristãs convida o visitante a refletir sobre a convivência entre diferentes tradições espirituais. Independentemente da religião de cada pessoa, o espaço transmite uma forte sensação de paz, respeito e contemplação.
Vale a pena visitar a Torre de Miroku?
Na nossa opinião, sim.
A Torre de Miroku foi um daqueles passeios que superaram nossas expectativas. A travessia de barco já faz a experiência começar de um jeito diferente, a organização é excelente e o complexo impressiona pela beleza da arquitetura e pelo cuidado com os jardins.
Também gostamos muito de participar da oficina de cerâmica. Além de ser uma atividade divertida, ela nos permitiu conhecer um pouco mais da história da construção da torre e ainda criar uma lembrança especial da visita.
É um passeio perfeito para quem procura um bate-volta diferente saindo de São Paulo, seja para relaxar em meio à natureza, conhecer um pouco da cultura japonesa ou simplesmente descobrir um lugar que ainda é pouco conhecido.
Informações úteis
📍 Local: Torre de Miroku – Ribeirão Pires (SP)
🚤 Acesso: somente com reserva antecipada.
⛵ Como chegar ao complexo: a travessia de barco é obrigatória e já está incluída no valor da visita.
💰 Valores durante nossa visita:
- Travessia de barco + entrada: R$ 56 por pessoa.
- Oficina de cerâmica (opcional): R$ 95 por pessoa.
- Estacionamento na marina: R$ 20 por veículo.
⏱️ Duração: reserve cerca de meio período para fazer a travessia, conhecer os jardins, visitar a torre e participar da oficina, caso escolha essa experiência.
🚐 Sem carro? Se você estiver hospedado em São Paulo, também é possível visitar a Torre de Miroku em uma excursão que inclui transporte de ida e volta com busca em hotéis da cidade. É uma alternativa prática para quem prefere não dirigir. Você pode conferir a disponibilidade e fazer sua reserva pelo nosso parceiro Civitatis.
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