Paris é uma cidade que sempre vale a pena revisitar. Como não era nossa primeira vez na capital francesa, montamos um roteiro em Paris um pouco diferente do tradicional.
Aliás, se essa for a sua primeira vez na cidade com os pequenos, já escrevi um roteiro completo de 5 dias em Paris com crianças, com o passo a passo do que não pode faltar — Louvre, Torre Eiffel, Disneyland Paris e muito mais. Vale a leitura antes de continuar por aqui.
Dessa vez, porém, a viagem tinha um motivo muito especial: a comemoração dos 15 anos da Alice. Por isso, escolhemos incluir experiências que ainda não conhecíamos e também alguns lugares que eu já tinha amado em viagens anteriores e queria mostrar para ela.
Então, apesar de adorarmos clássicos como o Museu do Louvre e o Musée d’Orsay, acabamos deixando esses passeios de fora para explorar Paris de uma forma diferente, mais leve e sem correria. Afinal, quando você já conhece os principais pontos turísticos, sobra espaço para descobrir a cidade em um ritmo mais tranquilo.
Como toda viagem especial merece, claro que o roteiro também teve muitos cafés, crepes e restaurantes pelo caminho.
Voando para Paris com conexão em Roma
Voamos com a ITA Airways, antiga Alitalia, com uma conexão rápida em Roma antes de seguir para Paris. Nosso voo chegou ao Aeroporto Charles de Gaulle às 17h20.
Como ir do Aeroporto Charles de Gaulle ao centro de Paris
Assim que desembarcamos, eu e a Alice fomos direto pegar o trem RER Linha B rumo ao centro de Paris. Como já tínhamos o cartão Navigo de viagens anteriores, foi bem prático: apenas recarregamos o passe semanal e já saímos do aeroporto usando o transporte público, sem precisar comprar bilhetes separados.
O Navigo semanal oferece viagens ilimitadas nas zonas 1-5, incluindo:
- aeroportos;
- Disneyland Paris;
- Palácio de Versailles.
Para quem pretende usar bastante metrô e trem em Paris, ele facilita muito a viagem. O RER B, por sua vez, conecta o aeroporto a estações importantes da cidade, como:
- Gare du Nord
- Châtelet-Les Halles
- Saint-Michel Notre-Dame
- Denfert-Rochereau
O trajeto até o centro leva cerca de 35 a 45 minutos.
Primeira noite em Paris
Assim que chegamos ao hotel e guardamos as malas, eu e a Alice saímos para jantar — estávamos morrendo de fome depois da viagem. O restaurante que a gente queria estava com mais de uma hora de espera. Na frente, tinha o La Crème de Paris, uma creperia bem avaliada que acabou dando super certo para nossa primeira noite na cidade.
Terminado o jantar, voltamos ao hotel para descansar e recuperar as energias.
Hotel com ótimo custo-benefício em Paris
Na manhã seguinte, aproveitamos o café do ibis Styles Paris Cadet Lafayette. O hotel tem localização excelente, com fácil acesso ao metrô e a várias regiões turísticas da cidade, além de um ótimo custo-benefício para os padrões parisienses. O café da manhã também surpreendeu pela qualidade, ainda mais considerando os preços normalmente salgados por lá.
Almoço com vista para a Torre Eiffel

Do hotel, seguimos direto para um dos passeios mais especiais do roteiro: um almoço no restaurante Madame Brasserie na Torre Eiffel. Além da boa gastronomia, a vista transforma a refeição em um verdadeiro programa turístico. Escolhemos o menu de 3 pratos e adoramos a experiência, que inclui a entrada na Torre. Logo ao chegar, você procura o quiosque, apresenta sua reserva e um funcionário irá te guiar até o restaurante por uma entrada reservada sem filas. Depois do almoço, você pode curtir a Torre sem pressa.
Museu Rodin: um dos lugares mais bonitos de Paris

Logo depois, fomos para o Museu Rodin — um dos espaços mais agradáveis da cidade, principalmente para quem gosta de passeios tranquilos. Eu já havia ido anos atrás e queria muito que Alice conhecesse. O jardim é lindíssimo e reúne algumas das obras mais conhecidas de Auguste Rodin, incluindo “O Pensador”. Mesmo para quem não é especialista em arte, vale a visita só pela atmosfera do lugar. Se você reservar o ingresso pelo GetYourGuide, pode usar o cupom ALICEPELOMUNDO5 no app para garantir desconto!

Lanche da tarde com vista para a Torre Eiffel
No fim da tarde, paramos na Stohrer, a confeitaria mais antiga de Paris, conhecida pelos doces franceses clássicos. Pegamos alguns quitutes e fomos até perto da Torre Eiffel para esperar o momento em que ela acende e começa a brilhar. Mesmo para quem já conhece a cidade, é difícil não parar pra admirar essa cena.
Galeries Lafayette no Natal

De lá, rumamos para a Galeries Lafayette Haussmann pra ver a decoração natalina. Nessa época do ano, a loja fica ainda mais bonita, com vitrines caprichadas, iluminação especial e a tradicional árvore sob a cúpula principal.
Além das vitrines, o terraço do prédio oferece uma das vistas gratuitas mais bonitas de Paris. No fim do ano, essa área costuma virar uma pista de patinação temporária, uma das atrações mais disputadas da temporada — por isso, quem quiser patinar deve reservar com antecedência, já que os horários esgotam rápido.
Jantar no Bouillon Chartier

Para fechar o dia, jantamos no Bouillon Chartier, um dos restaurantes mais tradicionais da cidade. Os “bouillons” nasceram como restaurantes populares franceses, criados para servir refeições clássicas a preços acessíveis, e muitos mantêm até hoje aquele clima antigo de brasserie parisiense: atendimento rápido, mesas próximas e pratos típicos.
O Chartier é um dos mais conhecidos entre eles e vive com filas enormes, principalmente no horário do jantar. Ainda assim, os preços seguem bem mais em conta do que em boa parte dos restaurantes voltados para turistas.
Segundo dia em Paris: passeio vintage, Notre-Dame e Versailles

Nosso segundo dia começou com um dos passeios mais diferentes da viagem: um tour com a Retro Tour Paris. O passeio é feito em um sidecar vintage, com um guia pilotando a moto enquanto você percorre alguns dos pontos mais bonitos da cidade — divertido e ótimo para fotos.
O tour começou e terminou perto da Catedral de Notre-Dame, então aproveitamos para conhecê-la ao final do passeio. Ela está lindíssima, especialmente após a reabertura. Não chegamos a entrar porque, mesmo com a entrada seguindo gratuita, passou a existir um sistema de horário marcado com bilhete eletrônico para controlar o fluxo de visitantes, sobretudo em fins de semana, feriados e horários de pico. A reserva é feita pelo site oficial da Notre-Dame e, como as vagas costumam abrir com pouca antecedência, acaba sendo complicado encaixar na programação de quem monta o roteiro com folga — foi exatamente o nosso caso.
Vale a pena comer no Au P’tit Grec?
Na sequência, almoçamos no Au P’tit Grec, uma creperia bastante popular em Paris e muito recomendada nas redes sociais. O lugar tem filas grandes na porta e atrai principalmente turistas e estudantes da região. Talvez a gente não tenha acertado nos sabores escolhidos, mas achamos os crepes um pouco sem graça se comparados a outros que provamos na viagem. Ainda assim, para quem procura uma opção mais em conta, continua sendo um endereço bastante conhecido.
Bate-volta para o Palácio de Versailles

Dali, seguimos de trem para o Palácio de Versailles. Uma dica importante para quem monta roteiro em Paris: no primeiro domingo dos meses de novembro a março, várias atrações da cidade abrem com entrada gratuita, incluindo Versailles. Fora dessa janela — na alta temporada, primavera e verão — essa gratuidade não vale.
Mesmo nesses dias gratuitos, é preciso reservar o ingresso com antecedência pelo site oficial, e vale lembrar que os locais tendem a ficar bem mais cheios. Outro detalhe relevante: o acesso ao palácio funciona com horário marcado, mas os jardins podem ser visitados antes disso. Por isso, compensa chegar cedo pra aproveitar a área externa com calma, principalmente no inverno, quando escurece cedo em Paris. Os jardins são enormes e fazem parte essencial da experiência.
Jantar perto do hotel
De volta a Paris, encontramos uma hamburgueria diferente e bem gostosa perto da nossa hospedagem: o Père & Fish. O restaurante é especializado em hambúrgueres de peixe e frutos do mar, uma proposta bem distinta das hamburguerias tradicionais que normalmente aparecem pela cidade.
Terceiro dia em Paris: Montmartre, Amélie Poulain e Champs-Élysées

O terceiro dia começou com um passeio por Montmartre, um dos bairros mais charmosos de Paris.
A primeira parada foi a Basílica de Sacré-Cœur. Para poupar as pernas logo cedo, subimos de funicular, já incluído no passe de transporte da cidade. Mesmo com Montmartre relativamente perto do hotel, optamos pelo metrô porque estava chovendo — nessas horas, o passe ilimitado faz toda a diferença e deixa o deslocamento bem mais prático.
A entrada na basílica é gratuita, e embora a fila costume ser grande, ela anda rápido.
O que fazer em Montmartre
Montmartre tem aquele clima boêmio clássico da cidade, e é uma delícia simplesmente caminhar sem pressa pelas ruas do bairro. Os becos são cheios de artistas, caricaturistas, cafés e lojinhas, e praticamente cada esquina rende uma boa foto.
Também dá pra visitar a casa onde Vincent van Gogh morou com o irmão Theo em Paris:
📍 54 Rue Lepic, Montmartre
O bairro ficou ainda mais conhecido por ter sido cenário do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Vários pontos ainda podem ser visitados hoje, incluindo o mercadinho e os cafés usados nas filmagens. Claro que a Alice quis experimentar o clássico crème brûlée igual ao da Amélie, quebrando a casquinha com a colher do mesmo jeito do filme.
Almoço no Bouillon Pigalle

Almoçamos no Bouillon Pigalle que, assim como o Chartier, segue o estilo dos tradicionais “bouillons” parisienses: restaurantes clássicos franceses com pratos típicos, ambiente movimentado e preços mais acessíveis do que muitos endereços turísticos da cidade. A diferença é que o Pigalle costuma ter um clima mais moderno e descontraído do que alguns bouillons mais antigos.
Arco do Triunfo e Champs-Élysées

Na sequência, caminhamos até o Arco do Triunfo e aproveitamos para passear pela Avenue des Champs-Élysées. Mesmo sendo uma região bem turística, vale conhecer pelo menos uma vez — sobretudo no Natal, quando tudo fica iluminado.
O falafel mais famoso de Paris
Para encerrar o passeio, pegamos o metrô até o Marais para experimentar o falafel mais viralizado da cidade: o do L’As du Fallafel. O lugar tem filas enormes na porta e é uma referência obrigatória pra quem gosta do prato.
Quarto dia em Paris: cruzeiro pelo Sena, museus e pizza premiada

O quarto dia começou com um dos passeios mais especiais da viagem: um cruzeiro com almoço pelo Rio Sena. Escolhemos a opção com mesa na janela, incluindo entrada, prato principal, sobremesa e bebidas — uma maneira e tanto de ver Paris por outro ângulo.
Musée de l’Orangerie: por que ele é tão famoso?

Ao desembarcar, seguimos de ônibus até o Musée de l’Orangerie. Bem na entrada, dentro do próprio Jardin des Tuileries, encontramos o mercado de Natal das Tuileries — o maior e mais visitado da cidade — e aproveitamos pra passear um pouco antes da visita, incluindo a parada obrigatória no chapéu mexicano gigante da feira.
O Orangerie é um dos museus mais visitados de Paris porque abriga as gigantescas “Nymphéas”, de Claude Monet. As salas ovais foram projetadas especialmente para essas telas e oferecem uma experiência bem diferente da de outros museus da cidade. Vale reservar os ingressos do Museu Orangerie com antecedência, principalmente em períodos concorridos como Natal e férias, quando as filas na hora podem ser enormes.
Fundação Louis Vuitton: um museu impressionante em Paris
Dali, fomos de metrô até a Fundação Louis Vuitton, um museu de arte contemporânea que ainda não conhecíamos. O prédio, projetado por Frank Gehry, parece um enorme navio de vidro flutuando no meio do parque.
Como era inverno, já estava completamente escuro no fim da tarde, e confesso que fiquei um pouco insegura no trajeto da estação até o museu — há um grande parque público praticamente sem iluminação no caminho, e ainda havia obras na região quando fomos. Correu tudo bem, mas é um passeio que eu evitaria repetir à noite no inverno.
Pizza premiada em Paris
Para fechar o dia, jantamos na Peppe Pizzeria, uma pizzaria bastante premiada na cidade.
Último dia em Paris

No último dia, voltamos a Montmartre, que virou um dos nossos bairros favoritos da viagem — inclusive para comprar lembrancinhas. Visitamos o Le Mur des Je t’aime, o conhecido Muro do “Eu te amo”, e passamos de novo pelo mercadinho do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.
Em seguida, retornamos ao hotel para buscar as malas. Antes de seguir viagem, ainda demos uma parada no Focaccia Mia para um lanche generoso — outro lugar muito bem avaliado que adoramos conhecer.
De lá, seguimos a pé até a estação para pegar o trem rumo a Londres, onde continuamos nossa viagem.

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