Última atualização em 17/09/2026
A Tailândia é daqueles destinos que conseguem surpreender mesmo quem já está acostumado a viajar. Em uma mesma viagem, encontramos templos centenários, mercados tradicionais, grandes cidades, comida de rua, praias de águas transparentes e paisagens completamente diferentes entre si.
Além disso, o país permite combinar experiências culturais e natureza sem precisar escolher entre uma coisa e outra. Foi justamente essa diversidade que mais gostamos na nossa viagem: em poucos dias, passamos pelo ritmo intenso de Bangkok, pela atmosfera histórica de Chiang Mai, conhecemos os templos de Chiang Rai e terminamos a viagem entre as praias e ilhas de Phuket.
Por isso, se você está planejando uma viagem para a Tailândia e quer saber quantos dias ficar, quais destinos incluir, como montar o roteiro e o que reservar antes de viajar, este guia reúne as principais informações da nossa experiência.
Quantos dias são necessários para conhecer a Tailândia?
A resposta depende bastante dos lugares que você pretende visitar. A Tailândia é um país grande e, portanto, tentar conhecer muitas regiões em poucos dias pode deixar a viagem cansativa.
Nós fizemos uma viagem de aproximadamente 13 dias no país, passando por Bangkok, Chiang Mai, Chiang Rai e Phuket. O roteiro ficou bastante movimentado, mas conseguimos conhecer atrações muito diferentes.
Nossa distribuição foi:
| Destino | Noites | Principais experiências |
|---|---|---|
| Bangkok | 5 | templos, mercados, Chinatown, gastronomia e Ayutthaya |
| Chiang Mai | 3 | templos, centro histórico e bate-volta a Chiang Rai |
| Phuket | 4 | praias e passeios pelas ilhas |
| Total | 12 noites |
Além disso, dividimos a estadia em Bangkok em dois momentos. Ficamos primeiro na cidade para fazer o passeio aos mercados e, depois, voltamos para conhecer os templos, Chinatown e outras atrações.
Dessa forma, o roteiro também funcionou como uma viagem de chegada e despedida, sem precisar concentrar todas as atrações de Bangkok em poucos dias.
Nosso roteiro pela Tailândia
Dias 1 e 2 — Bangkok
Chegamos a Bangkok à noite, depois de viajar do Brasil com a Qatar Airways e fazer conexão em Doha.
Como ainda precisávamos sair cedo no dia seguinte, a primeira noite foi bem tranquila. Tomamos banho, jantamos perto do hotel e finalmente provamos nosso primeiro Pad Thai.

No dia seguinte, fizemos um dos passeios que mais queríamos conhecer: o Maeklong Railway Market, famoso pelo trem que passa literalmente pelo meio do mercado, combinado com um mercado flutuante.
O passeio foi longo, porque os mercados ficam a cerca de 100 quilômetros de Bangkok. No entanto, fazer o trajeto com transporte organizado e ar-condicionado fez bastante diferença, principalmente por causa do calor.

Dia 3 — Bangkok para Chiang Mai
No terceiro dia, pegamos um voo de Bangkok para Chiang Mai.
A mudança de cenário foi imediata. Enquanto Bangkok é enorme, movimentada e intensa, Chiang Mai tem uma atmosfera muito mais tranquila, especialmente dentro da região histórica.
Ficamos três noites na cidade e usamos praticamente todo esse período para conhecer os templos e experimentar a gastronomia local.
Dias 4 a 6 — Chiang Mai
Chiang Mai é uma das melhores cidades da Tailândia para quem gosta de história e cultura. A cidade possui mais de uma centena de templos, e muitos deles estão concentrados na região da Old Town.
Visitamos alguns dos principais, como Wat Chedi Luang, Wat Chiang Man e Wat Phra Singh. Cada um tem uma história e uma arquitetura diferente, portanto vale mais a pena escolher alguns e realmente observar os detalhes do que tentar visitar dezenas no mesmo dia.
Também subimos até o Wat Phra That Doi Suthep, um dos templos mais conhecidos de Chiang Mai, localizado no alto de uma montanha.
Além dos templos, Chiang Mai foi uma das cidades em que mais gostamos de comer. Provamos pratos locais, encontramos restaurantes pequenos e, principalmente, descobrimos o Khao Soi, uma das comidas que mais marcaram nossa passagem pelo norte da Tailândia.
No último dia, fizemos um bate-volta para Chiang Rai. O deslocamento é longo, mas a experiência compensou para nós, principalmente porque queríamos conhecer os famosos templos Branco, Azul e Vermelho.
Dias 7 a 10 — Phuket

De Chiang Mai, pegamos um voo para Phuket.
A escolha de Phuket como base teve uma razão simples: queríamos conhecer algumas das ilhas mais famosas da região sem precisar trocar de hotel a cada passeio.
Ficamos quatro noites em Patong, uma das áreas mais movimentadas da ilha. Além disso, a localização facilita o acesso a restaurantes, lojas de conveniência e outros serviços.
Phuket também foi a parte mais voltada para natureza da nossa viagem.
Fizemos três grandes passeios:
Cada um apresentou uma experiência diferente. Enquanto o passeio para James Bond Island combina barco, cavernas, paisagens de calcário e uma vila flutuante, Similan é especialmente interessante para quem gosta de mar e snorkeling.

Já Phi Phi reúne algumas das paisagens mais famosas da Tailândia, incluindo Maya Bay e Pileh Lagoon.
Também reservamos o primeiro dia para simplesmente aproveitar a praia. Depois de vários dias de passeios, foi bom ter algumas horas sem horário marcado.
Dias 11 a 13 — Bangkok
Voltamos para Bangkok de avião e ficamos mais três noites na cidade.
Dessa vez, o foco foi conhecer atrações que não havíamos conseguido encaixar na primeira passagem.

Visitamos o Wat Pho, onde fica o famoso Buda Reclinado, e atravessamos o rio para conhecer o Wat Arun.
Além disso, fomos ao Chinatown, fizemos uma aula de culinária tailandesa e conhecemos mercados e áreas comerciais como Platinum Fashion Mall e Big C.
Também experimentamos o famoso restaurante Jay Fai, conhecido principalmente pela omelete de caranguejo.
Um dos últimos passeios da viagem foi para Ayutthaya, antiga capital do Reino de Sião e hoje um dos principais destinos históricos próximos a Bangkok.
Terminamos a viagem no Chatuchak Weekend Market antes de seguir para o aeroporto.
O que fazer na Tailândia?
Uma das melhores coisas da Tailândia é justamente a variedade de experiências.
Se você gosta de cultura, Bangkok e Chiang Mai têm templos, palácios, mercados e bairros históricos.
Por outro lado, quem prefere natureza pode dedicar alguns dias a Phuket e às ilhas do sul.

Para quem gosta de gastronomia, praticamente todo destino oferece uma experiência diferente. A comida de rua é parte importante da viagem, mas também encontramos restaurantes especializados e experiências como aulas de culinária.
E, para quem gosta de história, Ayutthaya e Chiang Rai acrescentam uma dimensão completamente diferente ao roteiro.
Portanto, não é preciso escolher entre uma viagem cultural ou uma viagem de praia. É possível combinar as duas coisas.
Bangkok, Chiang Mai ou Phuket: qual escolher?
Se você tiver poucos dias, talvez seja necessário escolher.
Bangkok é a melhor opção para quem quer uma primeira experiência com a Tailândia urbana, incluindo templos, mercados, gastronomia e vida noturna.
Chiang Mai combina mais com quem procura uma viagem cultural e uma cidade mais tranquila. Além disso, é uma boa base para conhecer o norte do país.
Phuket faz mais sentido para quem quer incluir praias e passeios pelas ilhas.
Nós gostamos justamente da combinação dos três destinos porque ela mostrou lados completamente diferentes do país.
Vale a pena fazer Chiang Rai em um bate-volta?
Sim, mas é importante saber que o dia será longo.
De Chiang Mai até Chiang Rai são aproximadamente três horas de estrada em cada sentido, dependendo do trânsito e das condições do passeio.
Fizemos o trajeto em um bate-volta e conseguimos conhecer os principais templos da cidade. São templos bem mais modernos que os da capital e valeram muito o passeio bate-volta de Chiang Mai para Chiang Rai.
No entanto, quem prefere viajar com mais calma pode considerar passar pelo menos uma noite em Chiang Rai. A principal vantagem de dormir na cidade é ter mais tempo para explorar a região sem passar tantas horas na estrada.
Como se locomover pela Tailândia?
Durante nossa viagem, usamos diferentes meios de transporte.
Para os deslocamentos urbanos, o Grab foi muito útil. Já chegamos ao país com o aplicativo instalado e cadastramos nosso cartão internacional da Nomad.
Ter uma conta internacional também foi conveniente para os gastos durante a viagem, principalmente porque nem todos os estabelecimentos aceitavam cartão.
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Nos aeroportos, também encontramos áreas específicas para embarque de carros chamados por aplicativos.
Entre as cidades, usamos principalmente avião. Bangkok, Chiang Mai e Phuket são bem conectadas por voos domésticos e, dessa forma, conseguimos economizar bastante tempo.
Além disso, alguns passeios exigem transporte organizado. Para Chiang Rai, Ayutthaya e os passeios pelas ilhas, por exemplo, optamos por excursões.
Internet na Tailândia: chip ou eSIM?
Ter internet funcionando desde a chegada facilita bastante a viagem.
Usamos a conexão para chamar carros pelo Grab, consultar mapas, pesquisar restaurantes, conferir horários e encontrar informações durante os passeios. Por isso, eu considero internet uma daquelas coisas que vale resolver antes mesmo de embarcar.
Uma alternativa é contratar um eSIM antes de sair do Brasil. O OMeuChip oferece opções para usar internet no exterior e pode ser uma solução prática para quem não quer procurar um chip físico ao chegar.
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Dinheiro na Tailândia
O dinheiro ainda é bastante importante na Tailândia.
Encontramos lugares que aceitavam cartão, mas também usamos dinheiro em mercados, pequenos restaurantes e outros estabelecimentos.
Sacamos dinheiro ainda no aeroporto e encontramos caixas eletrônicos que permitiam retiradas de 20 mil ou 30 mil baht, dependendo da máquina.
A taxa cobrada pelo saque varia. No nosso caso, teve cobrança de aproximadamente US$ 8 na primeira operação.
Por isso, vale a pena concentrar os saques para não ficar pagando esta taxa local cobrada nos caixas eletrônicos.
O que comer na Tailândia?
A gastronomia foi uma parte importante da nossa viagem.
Provamos Pad Thai, Khao Soi, pratos com curry, sopas, comidas de rua e, claro, mango sticky rice, que acabamos comendo praticamente todos os dias.
Em Chiang Mai, o Khao Soi foi um dos pratos que mais gostamos. Já em Bangkok, tivemos experiências completamente diferentes, desde comida de rua até restaurantes famosos como Jay Fai.
Além disso, Chinatown foi uma das noites mais divertidas para experimentar diferentes comidas em sequência.
Onde ficar na Tailândia?
Como fizemos um roteiro com quatro destinos, escolhemos hotéis que facilitassem os deslocamentos em cada etapa.
Em Bangkok, dividimos a hospedagem em dois hotéis. Na chegada, ficamos no Tinidee Trendy Bangkok Khaosan. Na segunda passagem pela cidade, escolhemos o Nouvo City Hotel.
Em Chiang Mai, ficamos no Parasol Inn Chiang Mai Old City, muito bem localizado dentro da região histórica.
Já em Phuket, ficamos no Elite Suites Patong, próximo à região de Patong Beach.
A escolha da localização fez bastante diferença, principalmente em Bangkok e Phuket. Por isso, antes de reservar, vale pensar não apenas no preço do hotel, mas também nos deslocamentos que você fará durante a viagem.
O que reservar antes de viajar para a Tailândia?
Não deixaria todas as decisões para a última hora.
Alguns passeios podem ser reservados ainda no Brasil, o que ajuda principalmente quando você tem poucos dias disponíveis.
No nosso caso, já saímos do Brasil com alguns passeios organizados, incluindo Chiang Rai, James Bond Island, Similan Islands, Phi Phi e Ayutthaya.
Além disso, se você pretende conhecer restaurantes muito concorridos ou fazer experiências com número limitado de participantes, também vale pesquisar com antecedência.
Para os passeios, usamos principalmente o GetYourGuide. Baixe aqui o app e use o cupom ALICEPELOMUNDO5 para garantir desconto de 5% em todos os seus passeios.
Documentos para viajar para a Tailândia
Os requisitos de entrada na Tailândia podem mudar, portanto essa é uma das informações que você deve conferir novamente perto da viagem.
Além do passaporte válido e das exigências relacionadas ao visto, é necessário atenção especial ao Thailand Digital Arrival Card (TDAC) e à comprovação da vacinação contra febre amarela para viajantes provenientes de áreas de risco.
Nós fizemos o processo de chegada no aeroporto e tivemos a documentação conferida antes da imigração.
Como regras de entrada podem ser alteradas, reunimos as informações atualizadas em um artigo específico:
Quanto custa uma viagem para a Tailândia?
Essa é uma das perguntas mais difíceis de responder com um único valor, porque depende muito do estilo de viagem.
O orçamento muda conforme o tipo de hotel, quantidade de passeios, restaurantes escolhidos, voos internos e época do ano.
Além disso, a cotação do baht em relação ao real interfere diretamente no valor final.
A boa notícia é que, se você pretende fazer uma viagem mais econômica, a alimentação é bem barata na Tailândia. Nossos gastos maiores foram com os passeios e os deslocamentos aéreos dentro do país. Mas, com planejamento, é possível economizar bastante nestes itens também.
Qual é a melhor época para viajar para a Tailândia?
A Tailândia tem diferentes regiões climáticas e, por isso, não existe uma única resposta que funcione igualmente para todo o país.
Bangkok, Chiang Mai e as ilhas do sul podem apresentar condições climáticas diferentes na mesma época.
Nossa viagem aconteceu em janeiro, período em que encontramos condições muito boas para os destinos que escolhemos, especialmente no sul.
Entretanto, antes de definir as datas, vale pesquisar o clima especificamente para Bangkok, norte da Tailândia e região de Phuket, principalmente se praias e passeios de barco forem prioridades.
Viajar para a Tailândia com adolescente
Nossa viagem também mostrou que a Tailândia funciona muito bem para uma viagem em família com adolescente.
Não é um destino limitado a praias ou atrações infantis. Pelo contrário: existe uma enorme variedade de experiências culturais, gastronômicas e históricas.
Templos, mercados, comida de rua, passeios de barco, praias e até uma aula de culinária fizeram parte da nossa viagem.
Além disso, a diversidade ajuda a manter o roteiro interessante mesmo para quem já está acostumado a viajar.
Tailândia vale a pena?
Para nós, sim — e justamente pela diversidade.
Em pouco menos de duas semanas, conseguimos conhecer uma metrópole gigantesca, cidades históricas, templos, mercados, gastronomia e algumas das paisagens naturais mais famosas do país.
Ao mesmo tempo, a viagem exige um pouco de planejamento. As distâncias são grandes e, portanto, tentar colocar destinos demais no roteiro pode transformar uma experiência prazerosa em uma sequência de aeroportos e deslocamentos.
Por isso, eu começaria escolhendo o que realmente quero conhecer na Tailândia e, a partir daí, montaria o roteiro.
No nosso caso, a combinação de Bangkok + Chiang Mai + Phuket funcionou muito bem. Chiang Rai e Ayutthaya entraram como bate-voltas e acrescentaram experiências históricas importantes sem exigir novas trocas de hotel.
Se você está planejando sua primeira viagem ao país, este é um bom ponto de partida. A partir daqui, você pode aprofundar cada destino e escolher os passeios que mais combinam com o seu estilo de viagem.
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