Um dos trechos mais sonhados para quem planeja uma road trip pela Califórnia é percorrer a Highway 1, uma estrada que margeia a costa e contém paisagens de tirar o fôlego.
A distância entre San Francisco em Los Angeles é de pouco mais de 600km, mas os viajantes costumam percorrer este caminho dividindo em alguns dias para aproveitar o visual.
Pegamos o carro apenas no dia de deixar de San Francisco porque optamos em usar apenas transporte público durante nossa estadia na cidade. Além dos estacionamentos serem muito caros, ainda é bem complicado achar vagas.
No dia da partida, bem cedo, o Rodrigo foi buscar o carro que alugamos no aeroporto, enquanto eu e a Alice ficamos no hotel terminando de fechar as malas.
Alugamos nosso carro no Brasil pela RentCars e foi bem simples o processo de retirada porque já estava tudo certinho, confirmado e pago. É um comparador de preços e assim você garante sempre o melhor valor. Reserve aqui um carro para a sua roatrip na Califórnia.

Antes de deixar San Francisco, claro que aproveitamos para atravessar a Golden Gate. Não era nosso caminho, mas é o tipo de desvio que compensa. No final da ponte, há um local gratuito para estacionar e garantir belas fotos do símbolo da cidade.

Registros feitos, seguimos viagem em direção a Los Angeles.
Confira nosso roteiro em San Francisco.
Paradas estratégicas
Nossa primeira parada, foi em Pacifica, onde tomamos nossa café da manhã no Taco Bell mais famoso da rota graças a sua localização. A lanchonete tem vista para o mar. Como a gente adora comida mexicana, adoramos a parada.

Devil´s Slide Trail
Ainda em Pacifica, fica a Devil´s Slide Trail, uma trilha que originalmente era uma parte da Highway 1. Este trecho foi fechado por conta dos riscos de deslizamentos de terra e erosão e virou uma bela trilha para caminhadas e ciclismo.
A trilha tem vistas espetaculares das falésias e do oceano e é um local excelente para observação de aves e outros animais selvagens. Além disso, é equipada com várias medidas de segurança, incluindo cercas e áreas de descanso.
A entrada é gratuita e, mesmo que você não disponha de muito tempo para explorar o local, vale a pena parar por alguns minutos porque certamente você irá se encantar com a vista. A entrada é gratuita. Tem estacionamento e banheiro público disponíveis no local.

Não deixe de visitar o Devil’s Slide Bunker que fica bem ao lado. É uma antiga instalação militar construída durante a Segunda Guerra Mundial que fazia parte das defesas costeiras dos Estados Unidos. O objetivo era observar e reportar qualquer atividade naval inimiga no Oceano Pacífico.

O bunker está situado no topo de uma falésia íngreme e oferece uma vista panorâmica do oceano. A construção em concreto e sua posição estratégica eram ideais para monitoramento e vigilância. Após a guerra, o bunker foi abandonado e hoje é uma estrutura envelhecida e cheia de grafites .
Almoço em Half Moon Bay

Continuamos na estrada até Half Moon Bay, uma pequena cidade com várias opções para almoço. Escolhemos a Taqueria Tres Amigos porque tinha bastante movimento e, ao mesmo tempo, uma boa avaliação no Google. Aparentemente não era um local para turistas, mas adoramos!
No menu, você encontra várias opções de tacos e burritos. Depois, pode se servir a vontade dos molhos e alguns complementos para o seu taco, como picles e pimenta jalapeno.
O preço é ótimo e os tacos são muito bem servidos.
Pescadero e Pigeon Point
Bem alimentados, continuamos viagem e fizemos uma parada para fotos na praia de Pescadero.

Logo depois, paramos para ver o Farol de Pigeon Point.

Seguimos viagem, mas ainda fizemos um pit stop em Scott Creek County Beach.
A charmosa cidade de Monterey
Todo mundo diz que o trecho mais bonito da road trip pela Califórnia é entre Monterey e Big Sur. Então, nós optamos por seguir de San Francisco até Monterey e dormir por ali. Chegamos no hotel por volta das 16h, nos instalamos e fomos conferir como é Monterey.
Ficamos hospedados no Travelodge by Wyndham Monterey Bay, um hotel enorme que deve ser um sucesso danado no verão. Aliás, quando fui fazer o checkout, descobri que o simpático funcionário da recepção é um carioca que mora há décadas nos Estados Unidos. Quando eu disse que meu nome era Regina, ele logo perguntou se eu era brasileira.



Quando você for pesquisar hospedagens na Califórnia, observe bastante se o hotel cobra estacionamento porque pode encarecer bastante sua viagem. Afinal, pagar cerca de 30 dólares por noite para parar o carro pode ser bem complicado para nós brasileiros que ganhamos em Real.
O que fazer em Monterey
Fomos direto para Fisherman´s Wharf, que originalmente era utilizado como um cais de desembarque para pescadores e hoje é um lugar vibrante e cheio de atividades para visitantes e locais.

O cais foi construído no século XIX e serviu como o principal porto para a indústria pesqueira de Monterey, que era especialmente conhecida pela pesca de sardinhas. Com o declínio da indústria pesqueira na área, o cais foi transformado num centro de atividades comerciais e turísticas.
Lá, você encontra muitos restaurantes com frutos do mar frescos. O clam chowder (sopa de mariscos) servido em pães italianos é uma especialidade local.

No Fisherman´s Wharf, você pode contratar vários passeios de barco. As mais procuradas são as excursões para observação de golfinhos e baleias pela baía de Monterey.
17 Mile Drive
Na manhã seguinte, partimos para Carmel por outra estrada bem famosa: a 17 Mile Drive.
A 17 Mile Drive é uma estrada que liga Monterey a Carmel. É lá que fica o famoso Cipreste Solitário. Você paga para acessar a estrada mas vale muito a pena para quem gosta de apreciar a natureza.

A estrada tem vários pontos de paradas e rende boas fotos como, por exemplo, The Restless Sea, Point Joe e Crocker Grove.
Dali, demos uma passada rápida em Carmel para seguir nos encantando mais pelo caminho.
É importante dizer aqui que muitos turistas preferem dormir em Carmel. Realmente a cidade é uma graça e deve ser bem legal também. Mas é importante ressaltar que os preços das hospedagens são bem maiores que os da vizinha Monterey.
Há alguns hotéis bem charmosos em Carmel como, por exemplo, o Carmel Country Inn e o Carmel Beach Hotel. Também há opções econômicas e bem avaliadas como o Svendsgaard’s Inn e o Carmel Mission Inn.
Estrada fechada
Seguimos viagem e fomos surpreendidos com um aviso bem na entrada da Highway 1 dizendo que a estrada estava interditada cerca de 70 quilômetros adiante. Decidimos ir mesmo assim, mesmo sabendo que possivelmente teríamos que voltar tudo pra continuar para Los Angeles por outra rodovia.
Bom, daí em diante, entendemos a fama da rodovia porque é realmente impressionante. Fomos parando em vários pontos (eu tinha uma lista das principais atrações, mas nem precisou porque era fácil ver a quantidade de carros de turistas nos bolsões que tem ao lado da pista).
Além das paisagens impactantes que misturam penhascos e o mar, há outros pontos imperdíveis, como por exemplo a Rocky Creek Bridge, uma das pontes mais icônicas e fotografadas na rota Highway 1, na Califórnia.

Conseguimos chegar até a entrada da Big Sur. Compramos nosso almoço em uma lanchonete mexicana na beira da estrada e comemos dentro do carro por ali mesmo. De fato, tivemos que voltar tudinho porque não há ligação com outras estradas, mas mesmo assim valeu muito a pena.

Com a interrupção da estrada e todo o trecho que tivemos que voltar, acabamos chegando na nossa hospedagem perto de Los Angeles já de noite.
Claro que gastamos muito mais tempo fazendo isto, porém recalcular a rota faz parte da viagem, não é mesmo?
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Como economizar durante sua viagem pela Califórnia
Durante nossa viagem, usamos o cartão da Nomad. É uma conta global que não tem taxa de abertura nem taxa mensal de manutenção.
A principal vantagem desta conta é que você economiza muito em relação aos cartões de crédito tradicionais. A cotação utilizada é a do dólar comercial, que é mais barato até que casa de câmbio. Sem contar o IOF. No cartão de crédito, é 4,38% e no cartão Nomad, 1,1%.
Além dos Estados Unidos, o cartão Nomad é aceito em mais de 180 países, além de ser compatível com as principais carteiras digitais (Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay).
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Outra dica fundamental é que você não deve viajar para os Estados Unidos sem seguro saúde. Não há sistema público de saúde por lá e você pode ter que gastar o valor de um carro em apenas um simples procedimento de emergência. Confira como escolher seguro de viagem para o Estados Unidos.
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Oi, Por favor, como funciona o aluguel de carro se você não devolve onde retirou? Vocês voltaram para San Francisco para devolver o carro alugado ou deixaram em Los Angeles?
Se não retornaram o carro na origem, qual a taxa de retorno do carro?
Mto Obg,
Silvia
Pegamos em San Francisco e devolvemos só no aeroporto de Las Vegas já no dia de embarcarmos. Aluguei pela Rent Cars (tem link no blog) e não teve cobrança adicional pela devolução em outro Estado nem por adicionar um condutor a mais. Achei que valeu muito a pena.