Que tal um roteiro no Peru para conhecer Lima, Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu? O Peru é um país que encanta a todos os tipos de viajantes, dos aventureiros aos amantes da história. Mas, você sabia que ele também é um destino perfeito para famílias? Com paisagens de tirar o fôlego, cultura rica e atividades que divertem tanto os pequenos quanto os adultos, o Peru oferece um roteiro de viagem que promete ser inesquecível para todos.
O que você precisa saber antes de montar seu roteiro para o Peru
Primeiramente, vou falar de algumas questões que você deve considerar ao planejar sua viagem. O deslocamento dentro do Peru não é muito simples. Para ir para Puno (onde fica o Lago Titicaca), por exemplo, não há voos internos. Ou seja, você precisará enfrentar longas horas de ônibus por estradas nem sempre das mais seguras.
A segunda coisa é que os horários de muitos passeios não são muito amigáveis. Esteja preparado e veja se é viável intercalar passeios mais longos com outros mais curtos.
E não menos importante: leve em consideração a temida altitude. Vá com calma porque não é brincadeira. Reserve tempo para se aclimatar para não estragar sua viagem.
Informações práticas
Durante nossa viagem, usamos o cartão da Nomad. É uma conta global que não tem taxa de abertura nem taxa mensal de manutenção. A principal vantagem desta conta é que você economiza muito em relação aos cartões de crédito tradicionais. A cotação utilizada é a do dólar comercial, que é mais barato até que casa de câmbio. Sem contar o IOF. No cartão de crédito, é 4,38% e no cartão Nomad, 1,1%. Você deposita em dólar e pode usar no Peru porque a conversão para soles acontece automaticamente.
Além do Peru, o cartão Nomad é aceito em mais de 180 países, além de ser compatível com as principais carteiras digitais (Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay).
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Mas vamos à parte mais divertida da viagem… montei um roteiro de 12 dias (não estou considerando os dias de chegada e partida) e preferi estabelecer duas bases principais: Lima e Cusco.
Dia 1 – Lima: free tour, catacumbas e Circuito Mágico das Águas

Chegamos em Lima à noite e já nos instalamos no Radisson Red Lima, que fica em Miraflores. Descansamos muito bem para começar bem nosso roteiro pelo Peru.
Veja como é o Aeroporto de Lima
Começamos o dia com um free tour por Lima. Exploramos a região central da cidade e aprendemos mais sobre a história do Peru. Adoramos marcar o free tour para o primeiro dia porque os guias locais normalmente dão boas dicas de restaurantes e orientações sobre a cidade.
Depois, já começamos a entender porque a culinária peruana é tão elogiada. Nosso almoço foi no El Pacífico e que comida maravilhosa.
Seguimos pra visitar as catacumbas que ficam no convento San Francisco. O ponto alto (e sombrio) do passeio está na parte subterrânea do complexo, onde estão os claustros subterrâneos. É lá que ficam as catacumbas usadas como cemitério nos tempos coloniais. Atualmente, é possível ver ossos em diferentes salas, organizados de forma artística. O passeio é bem mórbido mas interessante.
Ali pertinho provamos o churros San Francisco. Valeu a fila!
Fechamos nosso dia no Circuito Mágico de Águas. Aliás, você sabia que o maior complexo de fontes públicas do mundo fica aqui em Lima, no Peru?
O parque é considerado um recorde do Guinness e tem a impressionante Fonte da Fantasia, com 120 metros de comprimento e mais de 20 metros de largura.
Para quem gosta de aprender mais, vale a pena reservar um free tour noturno por Lima com o Circuito Mágico da Água.
O jantar foi no Che Cha, que fica bem pertinho do nosso hotel, o Radisson Red Lima, em Miraflores.
Dia 2 – aventura gastronômica em Lima
Reservamos um passeio com o melhor da comida de rua. Caminhamos pelo centro histórico, pelo Mercado Público e pela Chinatown de Lima.
Teve degustação de frutas, ceviche, seco de cabrito, petiscos chineses, churros crocantes, azeitonas recheadas, queijo, fava e milho peruanos com diferentes temperos, pisco e chicha morada. Tudo estava incluído no nosso tour gastronômico.
De lá do centro, seguimos de Uber até o El Parque Del Amor. Tiramos algumas fotos e caminhamos até o Shopping Larcomar, que também fica em Miraflores.
Dia 3 – rumo a Cusco
De Lima, seguimos para Cusco, o coração do antigo Império Inca. Escolhemos ficar bem perto da praça principal, na Casa Saphy. A localização era perfeita!
A altitude pode ser um desafio, mas com uma boa aclimatação, a cidade oferece muito a explorar. O Centro Histórico de Cusco é uma viagem no tempo, com suas ruas de pedra e construções coloniais.
A dica aqui é chegar com calma. Nosso voo foi muito cedo e achamos que seria possível dar uma volta à tarde pela cidade, mas a altitude causou muito mal estar na Alice. Tiramos o dia para descansar.
Dia 4 – aventura a pé pelas ruas de Cusco
Começamos nosso roteiro na Capital Arqueológica das Américas com um tour pela cidade.
Passamos por várias atrações cheias de história, como o colégio mais antigo da América e as muralhas perfeitamente construídas pelos incas.
No Mercado San Pedro, experimentamos frutas peruanas e o pão chuta, tradicional de Cusco. É impressionante a variedade. No Peru, tem 320 tipos de milhos e 4.000 de batatas!
Ainda tivemos uma degustação de chocolate peruano e pisco.
Dia 5 – Montanha Colorida

A Montanha Colorida é um dos locais mais visitados do Peru. Suas cores são naturais e é isto que faz tudo parecer mais mágico.
Os passeios para a Montanha Colorida partem bem cedo de Cusco e são longas horas de estrada para chegar lá. Partimos do hotel às 4h.
A altitude é de 5.000 metros de acima do nível do ar e é bem complicado se adaptar a esta altitude. Imagine então a dificuldade da caminhada de 6km que é necessária pra ver a montanha…
Nós encontramos uma forma muito mais fácil e divertida de chegar. Reservamos pelo GetYourGuide um passeio para a Montanha Colorida com subida em quadriciclos. Foi muito tranquilo e só tivemos que caminhar poucos metros para ver a beleza da montanha.

Veja como foi visitar a Montanha Colorida
Dia 6 – Vale Sagrado
O Vale Sagrado dos Incas tem monumentos arqueológicos que irão te surpreender.
A região, nos Andes peruanos, foi muito apreciada pelos Incas por conta de suas qualidades geográficas e climáticas.
As ruínas de Pisac e Ollantaytambo são ótimos lugares para explorar.
Reservamos um passeio pelo Vale Sagrado com almoço e foi maravilhoso.
Dia 7 – Rumo a Águas Calientes
Acordamos bem cedo para pegar o trem para Águas Calientes, o povoado mais próximo de Machu Pichu. Optamos em ir cedo para poder aproveitar um pouco de Águas Calientes e dormir na cidade. Assim, garantimos que poderíamos entrar bem cedo na cidadela, sem pressa para aproveitar.
Vale lembrar que no trem panorâmico que vai de Cusco até Águas Calientes não há possibilidade de levar malas. Ou seja, você precisará deixar sua bagagem no hotel de Cusco. A boa notícia é que os hotéis fazem este serviço gratuitamente aos hóspedes.
O povoado é uma graça, cheio de restaurantes gostosos e muitas opções de hospedagem.
Dormimos no Mapi Gardens Machupicchu B&B e achamos que foi um excelente custo x benefício. A localização era excelente, em frente da estação de trem.
Dia 8 – Machu Picchu

Como dormimos em Águas Calientes, foi possível entrar logo nas primeiras horas em Machu Picchu. Escolhemos o ingresso das 8h. O primeiro horário é às 6h, mas costuma ter bastante incidência de neblina.
A altitude de Machu Picchu é quase 1.000 metros abaixo de Cusco. Ou seja, se você já se aclimatou em Cusco, irá tirar de letra.
Reservamos nossos ingressos antecipadamente pelo GetYourGuide porque as entradas costumam esgotar meses antes. Era um combo com a entrada na cidadela, o ônibus ida e volta de Águas Calientes e um guia especializado que nos acompanhou durante toda a visita.
Por fim, voltamos para almoçar e curtir um pouco mais de Águas Calientes, já que nosso trem para Cusco só partiria às 18h.
Veja como foi visitar Machu Picchu
Dia 9 – City Tour em Cusco
Começamos nosso city tour em Cusco pelo templo de Coricancha, um dos mais importantes do Peru.
Depois, seguimos para ver o templo de Kenko, Puca Pucara, Sacsayhuaman e Tambomachay, um sítio arqueológico conhecido como “Banho dos Incas”.
Este passeio dura aproximadamente seis horas e os deslocamentos são todos feitos de micro ônibus com guia.
Almoçamos em uma rua com restaurantes menos turísticos no centro. Escolhemos o La Estancia Impereal e gostamos bastante.
Como tínhamos comprado o Boleto Turístico de Cusco, voltamos para conhecer o Museu Arqueológico de Coricancha, que fica no subsolo do templo. A entrada já estava incluída no Boleto.
Para fechar nossa passagem por Cusco, à noite teve show andino com jantar no Tunupa. Reservamos pelo GetYourGuide. O cardápio conta com opções de comidas peruanas, mas os pratos têm o tempero muito suave. Parece ser feito para quem não quer se arriscar muito nos sabores.
Dia 10 – Lima: San Isidro e Barranco
Nosso voo de Cusco para Lima saiu bem cedinho. Seguimos para o Novotel Lima San Isidro, nos instalamos e já fomos explorar a região.
San Isidro é um bairro que mistura prédios muito modernos, mas também tem muita história.
Curtimos, bem do lado do hotel, o lindo parque El Olivar.
De lá, seguimos para o bairro mais boêmio de Lima, onde realizamos um free tour por Barranco.
Antes do free tour, paramos para almoçar no Chifa Chun Yon, um restaurante de mais de 100 anos que faz a fusão da culinária peruana com a chinesa. Não foi fácil entender o cardápio e nem ser atendido (poucos funcionários e o local é super lotado), mas acertamos no pedido.
Adoramos explorar Barranco, um bairro que foi revitalizado há poucos anos e virou uma verdadeira celebração à arte urbana.
Por ali, você encontra muitos dos melhores restaurantes do Peru. O Central, por exemplo, considerado o melhor do mundo, está localizado em Barranco. Apesar de ser super elogiado, não é para todos os bolsos. O menu degustação é absurdamente caro e pulamos.
A boa notícia é que tem outras tantas opções maravilhosas como o Cantarana, onde comemos o melhor ceviche da viagem.
Dia 11 – Museu Larco e Huaca Huallamarca
Reservamos nossa manhã para conhecer um dos mais importantes museus das Américas: o Museu Larco. O acervo é surpreendentemente enorme: são mais de 5.000 anos de história do Peru.
Almoçamos no Tanta Restaurante, bem pertinho do Novotel Lima, e seguimos caminhando até o Museu Sitio Huaca Huallamarca, uma pirâmide bem no meio da cidade.
Também é possível reservar um free tour para fazer um passeio gratuito guiado pelo Parque El Olivar, Huaca Pucllana e Huaca Huallamarca.
Fechamos a noite provando o prato mais vendido no Peru: pollo na brasa. Jantamos no Primos Chicken Bar.
Dia 12 – Huaca Pucllana
Nosso último dia de atividades no Peru começou com o sítio arqueológico Huaca Pucllana, que fica no meio da cidade de Lima. Inacreditavelmente, até 1980, estava tudo coberto e ali funcionava uma pista de motocross.
As pessoas nem imaginavam que estavam em cima das ruínas de uma pirâmide do período pré-inca.
Depois da visita – que é guiada por monitores do sítio – fomos até o centro da cidade conhecer o tradicional Restaurante Bar Cordano.
Aproveitamos para conhecer a Casa de La Literatura Peruana, que fica ao lado do Cordano e atrás do Palácio do Governo.
Seguimos novamente para a Chinatown, passeamos mais um pouco e, por fim, fomos para Barranco para jantar no Isolina.
Leia também: O que fazer em Lima: atrações, onde ficar e onde comer
Retorno para São Paulo
Nosso voo para São Paulo partiu do aeroporto de Lima. Voltamos muito felizes com tudo o que vivemos nestas férias.
Explorar o Peru em família é uma aventura que mescla cultura, história e natureza. Tentamos fazer um roteiro equilibrado e acessível para todas as idades. Com um pouco de planejamento e disposição, essa viagem promete momentos inesquecíveis que vão ficar na memória de todos.
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