Última atualização em 11/08/2026
Se você está planejando uma viagem para a capital mexicana e quer saber o que fazer na Cidade do México, chegou ao lugar certo. Depois de passar uma semana explorando alguns dos principais cartões-postais da cidade, montamos este roteiro completo para ajudar você a organizar sua viagem.
A Cidade do México sempre esteve na nossa lista de destinos dos sonhos. No entanto, ela conseguiu superar todas as nossas expectativas. Muito além dos famosos tacos, da Frida Kahlo e das pirâmides, encontramos uma cidade vibrante, repleta de história, cultura, gastronomia, parques, museus e bairros cheios de personalidade.
Além disso, tivemos a oportunidade de visitar a cidade durante a Copa do Mundo de 2026, o que tornou a experiência ainda mais especial. Ao mesmo tempo, esse período trouxe alguns desafios, como alterações no funcionamento de atrações turísticas e mudanças na rotina da cidade. Felizmente, conseguimos adaptar o roteiro e aproveitar cada dia da viagem.
Ao longo deste artigo, vamos compartilhar exatamente como organizamos nosso roteiro, quais atrações visitamos, o que realmente vale a pena conhecer e quais dicas gostaríamos de ter recebido antes de embarcar.
Onde fica a Cidade do México?
Localizada no centro do país, a Cidade do México é a capital e uma das maiores metrópoles da América Latina. Além de ser o principal centro político, econômico e cultural do México, a cidade é uma excelente base para explorar outros destinos famosos, como Teotihuacán, Puebla, Cholula, Taxco e San Miguel de Allende.
Vale a pena conhecer a Cidade do México?
Sem dúvida.
Antes da viagem, muitas pessoas nos perguntaram se realmente valia a pena incluir a Cidade do México no roteiro. Depois de conhecê-la, nossa resposta é simples: sim, e com folga.
A cidade reúne atrações para todos os estilos de viajantes. Enquanto os apaixonados por história encontram sítios arqueológicos impressionantes e construções coloniais preservadas, quem gosta de arte pode visitar alguns dos melhores museus da América Latina. Além disso, bairros como Roma Norte, Condesa e Coyoacán oferecem excelentes restaurantes, cafés, parques e uma atmosfera completamente diferente do Centro Histórico.
Outro ponto que nos surpreendeu foi a diversidade de experiências que a cidade proporciona. Em um mesmo dia, é possível visitar um sítio arqueológico, conhecer um museu de nível internacional, caminhar por bairros arborizados e terminar a noite assistindo a uma luta livre mexicana ou experimentando a gastronomia local.
Quantos dias ficar na Cidade do México?
Essa é uma das dúvidas mais comuns de quem começa a planejar a viagem.
Na nossa opinião, o ideal é reservar entre 6 e 7 dias completos. Dessa forma, você conseguirá conhecer as principais atrações da cidade com calma e ainda fazer pelo menos dois bate-voltas imperdíveis.
Foi exatamente o que fizemos.
Durante nossa viagem, exploramos o Centro Histórico, Chapultepec, Coyoacán, Roma Norte, Condesa, Teotihuacán e a Basílica de Guadalupe. Além disso, reservamos um dia para conhecer Puebla e Cholula, dois destinos que merecem entrar no roteiro de quem visita a capital mexicana.
Naturalmente, ainda ficaram algumas atrações para uma próxima viagem. Afinal, a Cidade do México é um destino que merece ser explorado sem pressa.
Como foi o nosso roteiro?
Para facilitar o planejamento da sua viagem, reunimos abaixo um resumo de tudo o que fizemos.
| Dia | Principais atrações |
|---|---|
| Dia 1 | Templo Mayor • Catedral Metropolitana • Palácio de Belas Artes • Casa dos Azulejos • Pastelería Ideal • Fan Festival |
| Dia 2 | Castelo de Chapultepec • Museu Nacional de Antropologia • Museu Soumaya • Arena México |
| Dia 3 | Casa Azul • Coyoacán • Mercado de Coyoacán • Mercado de Artesanato |
| Dia 4 | Tlatelolco • Basílica de Guadalupe • Teotihuacán |
| Dia 5 | Tentativa de visita ao Palácio Nacional • Jogos da Copa do Mundo (México e Brasil) • Fan Festival |
| Dia 6 | Biblioteca Vasconcelos • Panadería Rosetta • Roma Norte • Condesa |
| Dia 7 | Puebla • Cholula |
| Dia 8 | Tentativa de visita ao Palácio Nacional • Museo de la Secretaría de Hacienda y Crédito Público • Almoço • Aeroporto |
Ao longo deste artigo, vamos detalhar cada um desses dias, compartilhar nossas impressões sobre as atrações e mostrar o que realmente vale a pena incluir no seu roteiro.
Como chegar à Cidade do México?
Nós viajamos com a Arajet, companhia aérea dominicana que conecta o Brasil a diversos destinos nas Américas com conexão em Punta Cana.
Nosso voo desembarcou no Aeroporto Internacional Felipe Ángeles (AIFA), localizado a cerca de 45 quilômetros do Centro Histórico.

Uma das formas mais econômicas de chegar à cidade é utilizando o trem suburbano, que liga o aeroporto à região central. Entretanto, como chegamos à noite, essa alternativa já não estava disponível.
Por esse motivo, utilizamos um táxi autorizado do aeroporto para seguir até o hotel. Vale destacar que, atualmente, Uber e Didi não podem embarcar passageiros no AIFA, portanto essa não é uma opção para quem está chegando ao aeroporto.
Por outro lado, o trajeto de volta funciona normalmente. No dia da nossa partida, conseguimos solicitar um Uber até o aeroporto sem qualquer dificuldade.
Por isso, antes de viajar, vale a pena conferir em qual aeroporto seu voo irá desembarcar. Muitas companhias de baixo custo, como a Arajet, operam no AIFA, enquanto outras utilizam o Aeroporto Internacional Benito Juárez (AICM). Saber essa informação com antecedência ajuda a planejar melhor o traslado até a hospedagem.
Onde ficamos hospedados?
Durante nossa viagem, escolhemos a Casa Herrmann Suites.
A localização foi um dos principais motivos da escolha e fez toda a diferença durante o roteiro. Como estávamos bem posicionados e com fácil acesso aos aplicativos de transporte, conseguimos otimizar bastante os deslocamentos ao longo da semana.
Em breve, publicaremos um artigo completo contando como foi nossa experiência na hospedagem, com fotos, pontos positivos e tudo o que você precisa saber antes de fazer a reserva.
Dia 1: O que fazer no Centro Histórico da Cidade do México
Nosso primeiro dia na Cidade do México foi dedicado ao Centro Histórico, uma região que reúne alguns dos principais monumentos da capital e que pode ser explorada tranquilamente a pé.
Para começar o dia, tomamos café da manhã no tradicional El Popular, um restaurante clássico da cidade que funciona 24 horas e é muito procurado tanto por moradores quanto por turistas. O cardápio é bastante variado, mas vale a pena aproveitar a oportunidade para experimentar um café da manhã típico mexicano.
Depois do café, seguimos para o Templo Mayor, um dos sítios arqueológicos mais importantes do país. Localizado ao lado da Catedral Metropolitana, ele preserva vestígios da antiga Tenochtitlán, capital do Império Asteca. Caminhar pelo complexo é uma verdadeira viagem pela história do México.

Logo ao lado, visitamos a Catedral Metropolitana, considerada a maior catedral da América Latina. Além da imponência da arquitetura, o interior impressiona pela riqueza de detalhes e pela importância histórica do edifício.
Na hora do almoço, escolhemos o El Huequito, famoso pelos tradicionais tacos al pastor. A refeição foi uma excelente oportunidade para experimentar um dos pratos mais típicos da culinária mexicana em um restaurante bastante conhecido entre os moradores da cidade.
Depois do almoço, seguimos em direção ao Palácio de Belas Artes. Antes de chegar ao edifício, fizemos uma parada no belíssimo Palácio de Correos, considerado um dos prédios mais elegantes da cidade. Mesmo funcionando como agência dos Correios, seu interior surpreende pela arquitetura, pelos vitrais e pelos detalhes em mármore e bronze.
Continuando a caminhada, fomos até a famosa Casa dos Azulejos, um dos edifícios mais icônicos do Centro Histórico. Revestida com azulejos de Puebla, a construção do século XVIII chama a atenção pela beleza da fachada e pelo elegante pátio interno.
Provando mais da gastronomia
Fizemos uma parada na tradicional Churrería El Moro, considerada uma das mais famosas do México. Os churros, preparados na hora e servidos com diferentes acompanhamentos, são praticamente uma parada obrigatória para quem visita a cidade.
Na sequência, fomos conhecer a Pastelería Ideal. Mesmo sem a intenção de comprar doces naquele momento, queríamos ver de perto uma das confeitarias mais tradicionais da Cidade do México. O lugar impressiona pela enorme variedade de pães, bolos, biscoitos e doces típicos, além do movimento constante de moradores fazendo suas compras.
Para encerrar o primeiro dia, jantamos no El Pescadito, restaurante especializado em tacos de peixe e camarão. Depois de experimentar diferentes sabores ao longo do dia, foi uma ótima forma de conhecer mais um clássico da gastronomia mexicana.
O clima da Copa do Mundo
Como viajamos durante a Copa do Mundo de 2026, terminamos o dia no Fan Festival, onde acompanhamos toda a atmosfera do Mundial. Além dos telões transmitindo os jogos, havia ativações das marcas patrocinadoras, apresentações culturais e torcedores de diversas partes do mundo reunidos em um só lugar.
Foi impossível não entrar no clima da competição. Ver mexicanos, brasileiros e turistas de diferentes nacionalidades celebrando juntos tornou esse primeiro dia ainda mais especial.
Nossa impressão
Na nossa opinião, esse é o roteiro ideal para o primeiro dia na Cidade do México. Além de reunir algumas das atrações mais importantes da capital, ele permite fazer um dia mais leve, perfeito para o corpo começar a se adaptar aos 2.240 metros de altitude da cidade.
Outro ponto positivo é que estávamos hospedados muito próximos de todas essas atrações. Por isso, conseguimos fazer praticamente todo o roteiro caminhando, sem depender de transporte entre um ponto turístico e outro. Além de ser uma forma agradável de explorar o Centro Histórico, isso nos permitiu observar detalhes da arquitetura, descobrir pequenos comércios pelo caminho e entrar no ritmo da cidade logo no primeiro dia.
Dia 2: Castelo de Chapultepec, Museu Nacional de Antropologia, Museu Soumaya e Arena México
Dedicamos o segundo dia a conhecer algumas das atrações mais famosas da Cidade do México. Esse roteiro combina história, arte e entretenimento e é uma excelente opção para quem deseja vivenciar diferentes versões da capital mexicana.
Nossa primeira parada foi o Castelo de Chapultepec, localizado no alto de uma colina dentro do Bosque de Chapultepec. Diferentemente da maioria dos castelos das Américas, ele foi residência da família imperial mexicana e, posteriormente, residência oficial de presidentes do país.

Além da importância histórica, o castelo oferece uma das vistas mais bonitas da Cidade do México. Durante a visita, percorremos seus jardins, conhecemos os salões preservados e admiramos os murais que ajudam a contar diferentes momentos da história mexicana.
Em seguida, caminhamos até o Museu Nacional de Antropologia, considerado um dos melhores museus do mundo. Para quem deseja entender a riqueza das civilizações pré-hispânicas, essa é uma visita indispensável.

O acervo é impressionante e reúne peças históricas de diferentes povos, como os astecas, maias, olmecas e toltecas. Entre os destaques está a famosa Pedra do Sol, frequentemente chamada de Calendário Asteca. Como o museu é bastante amplo, recomendamos reservar pelo menos três horas para a visita.
Deslocamentos e pagamentos
Depois de uma manhã repleta de história, seguimos de Uber até o bairro de Polanco, onde almoçamos no tradicional El Califa. Conhecido pelos tacos e cortes de carne preparados na brasa, o restaurante foi uma excelente escolha para recarregar as energias antes de continuar o roteiro. Aliás, foi a melhor quesadilla de cogumelos que comi em toda a viagem.
Aliás, durante toda a viagem utilizamos Uber e Didi, aplicativo muito popular no México. Além de funcionarem muito bem, os deslocamentos costumam ter preços bastante acessíveis, o que tornou essa a forma mais prática de circular pela cidade.
Uma dica que fez toda a diferença para nós foi cadastrar o cartão internacional da Nomad nos aplicativos Uber e Didi. Dessa forma, as corridas eram cobradas diretamente em pesos mexicanos, o que nos permitiu evitar a incidência do IOF do cartão de crédito tradicional e, ao mesmo tempo, aproveitar uma cotação mais vantajosa.
Além disso, se você ainda não tem uma conta internacional, vale a pena providenciá-la antes da viagem. Nós utilizamos a Nomad durante todo o roteiro e a experiência foi excelente. Assim, além de pagar transportes, restaurantes e outros estabelecimentos com praticidade, também evitamos carregar grandes quantias de dinheiro em espécie, o que trouxe mais comodidade e segurança durante a viagem.
Por fim, se você pretende abrir uma conta, aproveite para utilizar o nosso cupom ALICEPELOMUNDO20. Ao cumprir as condições da campanha, você recebe até US$ 20 de cashback. Dessa maneira, além de economizar nas compras durante a viagem, você ainda começa sua conta internacional com um benefício extra.
Acervo impressionante
Após o almoço, fomos conhecer o Museu Soumaya, um dos edifícios mais emblemáticos da Cidade do México. Sua fachada revestida por milhares de placas hexagonais de alumínio já impressiona antes mesmo da entrada.
Além da arquitetura marcante, o museu abriga um acervo de alto nível, com obras de artistas como Rodin, Dalí, Monet, Renoir e Van Gogh. Outro grande diferencial é que a entrada é gratuita, tornando a visita ainda mais imperdível.

Ao lado do museu está a Plaza Carso, um dos principais centros comerciais da região. Como ainda tínhamos um tempo antes de seguir para a Arena México, aproveitamos para fazer uma pausa e jantar por lá. O shopping reúne diversas opções de restaurantes, cafeterias e lanchonetes, sendo uma ótima alternativa para quem pretende combinar a visita ao Museu Soumaya com outros passeios no mesmo dia.
Uma noite inesquecível na Arena México
Para encerrar o dia, vivemos uma das experiências mais divertidas da viagem: assistir a uma apresentação de Lucha Libre na tradicional Arena México.
Muito mais do que um esporte, a luta livre faz parte da cultura mexicana. Quando os combates começaram, entendemos por que essa é uma das atrações mais populares da cidade. As torcidas participam o tempo todo, vibram, cantam, vaiam os vilões e transformam cada luta em um verdadeiro espetáculo.
Mesmo para quem nunca assistiu à luta livre mexicana, a experiência é divertida, envolvente e merece entrar no roteiro. Ainda é possível comprar alguns combos que incluem o ingresso com degustação de pratos típicos mexicanos.
| Checklist da viagem internacional | ||
|---|---|---|
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Dia 3: Coyoacán, Casa Azul e um mergulho no universo de Frida Kahlo
No terceiro dia da viagem, exploramos um dos bairros mais charmosos da Cidade do México. Com ruas arborizadas, praças agradáveis e construções coloridas, Coyoacán preserva um clima de cidade do interior, mesmo estando em uma das maiores metrópoles do mundo.
Antes de seguir para Coyoacán, começamos a manhã ainda no Centro Histórico. Rodrigo e Alice tomaram café da manhã no tradicional Tacos de Canasta, onde experimentaram os famosos tacos vendidos em cestas, uma opção muito popular entre os moradores da Cidade do México.
A maioria dos estabelecimentos mais tradicionais não oferece muitas opções sem carne. Então, preferi tomar um café da manhã menos tradicional em uma cafeteria próxima, com um croissant e um café espresso.
Café fraco?
Aliás, logo nos primeiros dias da viagem percebemos uma curiosidade interessante (e frustrante pra quem gosta de café forte). Os cafés que pedíamos eram muito aguados e demoramos um pouco para entender o motivo. Depois descobrimos que, em muitos lugares, o espresso americano é servido como padrão. Apesar do nome contraditório, trata-se de um espresso diluído com água quente, resultando em uma bebida semelhante ao café americano. A partir daí, sempre pedíamos apenas um espresso, e o café vinha exatamente como esperávamos.
Depois do café da manhã, chamamos um Didi para seguir até Coyoacán. Mais uma vez, o aplicativo se mostrou uma excelente opção para circular pela cidade, com corridas de baixo custo e bastante praticidade.
Nossa primeira parada foi a Paróquia San Juan Bautista, uma das igrejas mais antigas da Cidade do México. Localizada na charmosa Plaza Hidalgo, ela chama a atenção pela arquitetura colonial e pelo clima tranquilo ao redor.
Em seguida, caminhamos até o Jardín Centenario, considerado o coração de Coyoacán. A praça é cercada por cafés, restaurantes e artistas de rua, criando um ambiente muito agradável para passear sem pressa.
Aproveitamos também para conhecer o Mercado de Artesanato de Coyoacán, onde encontramos peças de cerâmica, bordados, lembranças e diversos produtos feitos por artesãos locais. Mesmo para quem não pretende comprar nada, vale a pena passear pelos corredores e observar a riqueza do artesanato mexicano.
Almoço no Mercado de Coyoacán
Depois de passear pelo bairro, seguimos para o tradicional Mercado de Coyoacán, um dos melhores lugares para experimentar a culinária mexicana. Diferentemente dos restaurantes voltados ao turismo, ali encontramos um ambiente frequentado pelos próprios moradores, com diversas bancas oferecendo pratos típicos.
Como queríamos conhecer diferentes sabores, pedimos vários pratos para compartilhar. Entre todos, o grande destaque foram as famosas tostadas, servidas com diferentes coberturas. Crocantes, muito bem temperadas e cheias de sabor, elas foram uma das melhores descobertas gastronômicas de toda a viagem.
Em seguida, fizemos uma parada na sorveteria El Portal del Sabor, onde experimentamos um sabor que nunca havíamos provado: mamey.
Muito popular no México e em outros países da América Central, o mamey é uma fruta de polpa alaranjada, textura cremosa e sabor adocicado. É difícil encontrar uma comparação exata, mas lembra uma mistura de damasco, batata-doce, abóbora e amêndoas. Vale a pena experimentar, principalmente em forma de sorvete.
Visitando a Casa Azul de Frida Kahlo

Como a Casa Azul é uma das atrações mais concorridas da Cidade do México, compramos nossos ingressos com bastante antecedência pelo site oficial. As entradas costumam se esgotar rapidamente, especialmente nos finais de semana, feriados e períodos de alta temporada.
Enquanto aguardávamos o horário da nossa visita, aproveitamos para descansar um pouco no Dharana Café, localizado praticamente em frente ao museu.
Nossa dica: assim que definir as datas da viagem, compre os ingressos da Casa Azul. Caso eles já estejam esgotados no site oficial, outra alternativa é verificar plataformas como a GetYourGuide, que frequentemente oferecem ingressos ou passeios que incluem a visita ao museu. Se for reservar por lá, aproveite o nosso cupom ALICEPELOMUNDO5 para garantir desconto. Aliás, há um artigo completo com todas as atrações que você deve reservar antes de ir para a Cidade do México.
Quando finalmente chegou nossa hora, entendemos por que a Casa Azul é um dos museus mais visitados do México.
A antiga residência de Frida Kahlo preserva móveis, objetos pessoais, roupas, fotografias, obras de arte e diversos ambientes exatamente como a artista os deixou. Dessa forma, a visita vai muito além de conhecer uma casa histórica: é uma verdadeira imersão na vida e na obra de Frida.
Confesso que esse foi um dos momentos mais emocionantes de toda a viagem. Como sou muito fã da Frida Kahlo, caminhar pelos cômodos onde ela viveu, observar seus pertences e conhecer ainda mais sobre sua trajetória foi uma experiência inesquecível.
Mais uma noite no clima da Copa do Mundo
Depois da visita, voltamos de Uber para o Centro Histórico e seguimos novamente para a área oficial da FIFA Fan Festival, que já fazia parte da nossa rotina durante a viagem.
Além dos telões transmitindo os jogos, o espaço reunia torcedores do mundo inteiro, apresentações musicais, ativações das marcas patrocinadoras e um clima de festa durante todo o dia.
Para encerrar a noite, Rodrigo e Alice quiseram experimentar mais uma tradicional taqueria mexicana e foram até a Taquería El Torito. Lá, provaram três dos tacos mais tradicionais da culinária local: suadero, campechano e tripa.
O suadero, preparado com um corte bovino macio e suculento, foi o grande favorito dos dois. Eles também gostaram bastante do campechano, que combina diferentes tipos de carne, enquanto o taco de tripa, feito com tripa bovina crocante, acabou sendo a opção mais diferente da noite. Se você nunca provou tacos mexicanos, peça sabores diferentes para compartilhar. Foi assim que descobrimos que o suadero acabou sendo o favorito deles.
Como, mais uma vez, as opções vegetarianas não existiam, preferi uma pizza da Little Caesars, que acabou sendo uma alternativa prática e saborosa.
Dia 4: Tlatelolco, Basílica de Guadalupe e Teotihuacán
O quarto dia foi dedicado a um dos passeios mais tradicionais para quem visita a Cidade do México. Como queríamos conhecer três lugares históricos no mesmo dia e, ao mesmo tempo, entender melhor o contexto de cada um deles, optamos por contratar um tour de dia inteiro pela GetYourGuide.
Essa foi uma excelente escolha. Além do conforto do transporte, tivemos um guia nos acompanhando durante todo o percurso, explicando detalhes históricos e curiosidades que, provavelmente, passaríamos despercebidos se fizéssemos o passeio por conta própria.
Como a saída do tour era bem cedo, tomamos café da manhã no próprio quarto. Nossa hospedagem contava com uma pequena cozinha equipada com cafeteira, então, na noite anterior, compramos pães e alguns itens para preparar um café rápido antes de sair. Foi uma solução prática e que nos permitiu aproveitar melhor o dia.
Tlatelolco e a Praça das Três Culturas
A primeira parada foi Tlatelolco, onde fica a famosa Praça das Três Culturas.
O local reúne, em um mesmo espaço, ruínas da antiga cidade asteca, construções do período colonial espanhol e edifícios da era moderna. Dessa forma, representa três momentos fundamentais da história do México.
Além disso, nosso guia explicou que a praça também foi palco de acontecimentos marcantes da história recente do país, como o Massacre de Tlatelolco, em 1968. Ficamos impressionados ao perceber como um único lugar conseguiu concentrar tanta importância histórica ao longo dos séculos.
Basílica de Guadalupe

Em seguida, seguimos para um dos lugares mais importantes da fé católica: a Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe.
Mesmo para quem não é religioso, a visita impressiona pela grandiosidade do complexo e pela quantidade de peregrinos que chegam diariamente de diferentes partes do México e do mundo.
Durante a visita, subimos ao mirante, de onde é possível observar todo o conjunto arquitetônico. Também vimos de perto o famoso manto de Nossa Senhora de Guadalupe, considerado um dos maiores símbolos da fé no país.
Além disso, aproveitamos para entrar em todas as igrejas do complexo, ainda que algumas visitas tenham sido rápidas. Em cada uma delas encontramos uma arquitetura diferente e uma atmosfera de profunda devoção.
Outro momento que nos marcou foi ver milhares de pessoas celebrando sua fé. Muitas chegavam em grupos, carregando imagens da santa ou fazendo promessas. Independentemente da religião, é uma experiência que emociona pela dimensão da fé dos peregrinos.
Obsidiana, artesanato e degustação de bebidas típicas
Antes de seguir para Teotihuacán, o passeio fez uma parada em um centro de demonstração de artesanato local.
Lá aprendemos como a obsidiana, uma pedra de origem vulcânica muito utilizada pelos povos pré-hispânicos, era trabalhada e transformada em peças decorativas e utensílios. Também assistimos a uma demonstração de tecelagem em tear, conhecendo um pouco mais das técnicas tradicionais utilizadas pelos artesãos mexicanos.
Além disso, participamos de uma degustação de bebidas típicas, onde aprendemos as diferenças entre tequila, mezcal e pulque — uma bebida fermentada produzida a partir do agave e consumida no México há centenas de anos. Foi uma parada interessante para conhecer um pouco mais da cultura e das tradições do país.
Almoço
O passeio oferecia a opção de almoço em sistema de buffet. No entanto, preferimos pedir pratos à la carte no mesmo restaurante onde o restante do grupo almoçou.
Foi uma ótima escolha. A comida estava muito saborosa.
Teotihuacán

Depois do almoço, seguimos para Teotihuacán, um dos sítios arqueológicos mais impressionantes da América Latina e Patrimônio Mundial da UNESCO.
Percorrer a antiga cidade é uma experiência difícil de descrever. Caminhar pela Avenida dos Mortos e observar a grandiosidade das construções faz imaginar como era a vida ali há quase dois mil anos.
Um dos momentos mais especiais foi subir a Pirâmide da Lua. A vista lá de cima recompensa totalmente o esforço da subida e permite admirar toda a extensão do sítio arqueológico.
Além disso, contar com as explicações do guia tornou a visita ainda mais interessante. Ao longo do percurso, ele explicou a importância de cada construção, contou curiosidades sobre a civilização que habitou a região e ajudou a compreender melhor a dimensão histórica de Teotihuacán.
Capela de Balvanera e Templo y Exconvento de San Francisco
Depois de retornarmos ao Centro Histórico, ainda aproveitamos para conhecer a Capela de Balvanera, que faz parte do histórico Templo y Exconvento de San Francisco.
O complexo é um dos mais antigos da Cidade do México e remonta ao período colonial. Embora hoje reste apenas parte da construção original, a visita vale a pena pela riqueza arquitetônica e pela importância histórica do local.
Para finalizar o dia, fomos jantar na tradicional Taquería Los Cocuyos, uma das taquerias mais famosas do Centro Histórico da Cidade do México.
Nossa dica
Esse foi um dos dias mais intensos e enriquecedores da viagem. Em poucas horas, visitamos três dos lugares mais importantes do México, aprendemos muito sobre a história e a cultura do país e ainda tivemos a oportunidade de conhecer tradições locais que talvez não descobríssemos viajando por conta própria.
Além disso, fazer o passeio com guia fez toda a diferença. As explicações durante o trajeto deram muito mais significado a cada parada, transformando a visita em uma verdadeira aula sobre a história mexicana.
Na nossa opinião, esse é um passeio que vale muito a pena ser feito com um tour guiado. Além do transporte, que facilita bastante a logística, a presença de um guia enriquece completamente a experiência, principalmente em locais tão importantes historicamente como Tlatelolco e Teotihuacán.
Se você pretende fazer esse passeio, recomendamos reservar com antecedência pela GetYourGuide. Além de encontrar diversas opções de tours, você ainda pode utilizar o nosso cupom ALICEPELOMUNDO5 para garantir desconto na reserva pelo app.
Dia 5: Copa do Mundo na Cidade do México e a tentativa de visitar o Palácio Nacional
O quinto dia da viagem foi marcado por uma experiência que dificilmente viveríamos em outro momento: acompanhar de perto o clima da Copa do Mundo em uma das cidades-sede do torneio.
Nossa ideia inicial era finalmente conhecer o Palácio Nacional, uma das atrações mais importantes do Centro Histórico. No entanto, assim como já havia acontecido nos dias anteriores, encontramos o prédio fechado devido à operação especial montada para o jogo da seleção mexicana.
Dica para quem pretende viajar durante uma Copa do Mundo
Se você estiver planejando visitar uma cidade que será sede de uma Copa do Mundo, vale a pena incluir uma margem de flexibilidade no roteiro.
Grandes eventos esportivos costumam alterar o funcionamento de museus, prédios públicos e até mesmo de algumas áreas turísticas por questões de segurança ou logística. Por isso, é sempre importante acompanhar os canais oficiais das atrações e ter um plano B caso algum local esteja fechado.
Aliás, essa não foi a primeira vez que passamos por uma situação semelhante. Anos antes, durante uma viagem à Suíça na época da Eurocopa, também encontramos mudanças na operação de algumas atrações devido ao torneio.
Viajar durante uma Copa do Mundo tem seus desafios, já que algumas atrações podem sofrer alterações no funcionamento. Por outro lado, proporciona experiências únicas, impossíveis de reproduzir em qualquer outra época.
Como não foi possível visitar o Palácio Nacional naquele dia, decidimos aproveitar o restante da programação e mergulhar de vez na atmosfera da Copa do Mundo.
Vivendo a Copa do Mundo na Cidade do México
Seguimos para a área oficial da FIFA Fan Festival, que já havia se tornado um dos nossos lugares favoritos durante a viagem.
Ao longo do dia, acompanhamos os jogos do Brasil e do México em telões gigantes ao lado de milhares de torcedores de diferentes nacionalidades. O clima era de festa do começo ao fim, com apresentações musicais, ativações das marcas patrocinadoras e espaços interativos.
Na hora do almoço, aproveitamos para conhecer a tradicional Ostionería, restaurante que funciona desde 1942 e é bastante conhecido na Cidade do México pelos pratos à base de frutos do mar. Foi uma ótima pausa antes de voltarmos para acompanhar a programação da Copa.
No entanto, durante o jogo da seleção mexicana, o tempo mudou completamente. Uma chuva muito forte caiu sobre a cidade e decidimos voltar para o hotel.
Embora muita gente imagine que julho seja um mês de verão com dias ensolarados, essa também é a temporada de chuvas na Cidade do México. Normalmente, as manhãs costumam ser agradáveis e até com bastante sol. Já no fim da tarde ou à noite, pancadas de chuva fortes são relativamente comuns. Por isso, nossa dica é sempre carregar um guarda-chuva ou uma capa de chuva na mochila, principalmente se você pretende passar o dia inteiro na rua.
No caminho de volta, fizemos uma parada na Pizza Hut e no KFC, que ficavam praticamente ao lado da nossa hospedagem. Compramos o jantar e aproveitamos para comer no quarto enquanto continuávamos acompanhando a Copa pela televisão.
Dia 6: Panadería Rosetta, Biblioteca Vasconcelos, Plaza de la República e Mercado dos Chefs
O sexto dia foi para conhecer lugares que estavam entre os mais recomendados da Cidade do México nas redes sociais e nos blogs de viagem.
Utilizamos o metrô, que possui uma malha extensa, funciona bem e tem um custo bastante baixo.
Café da manhã na famosa Panadería Rosetta
Nossa primeira parada foi a concorrida Panadería Rosetta, uma das padarias mais famosas da Cidade do México.
Chegamos logo pela manhã e, mesmo assim, encontramos uma fila considerável. Ainda assim, a espera valeu a pena. O ambiente é muito agradável e os pães e folhados fazem jus à fama.
Se você pretende conhecer a Panadería Rosetta, nossa dica é chegar cedo ou estar preparado para enfrentar um pouco de fila, principalmente nos finais de semana e na alta temporada.
Biblioteca Vasconcelos

Depois do café da manhã, seguimos novamente de metrô até a Biblioteca Vasconcelos, considerada uma das bibliotecas mais bonitas do mundo.
Assim que entramos, entendemos por que ela se tornou um dos cartões-postais modernos da Cidade do México. As enormes estantes suspensas criam um efeito visual impressionante, dando a sensação de que os livros flutuam no espaço.
Mesmo para quem não pretende ler ou pesquisar, vale muito a pena incluir a biblioteca no roteiro. Além da arquitetura, o ambiente é silencioso, agradável e rende fotos incríveis.
Plaza de la República
Em seguida, voltamos em direção ao Centro Histórico utilizando o Tren Ligero de Superficie (VLT). Além de ser mais um meio de transporte para conhecer durante a viagem, foi uma forma prática de chegar à Plaza de la República.
Lá fica o imponente Monumento à Revolução, um dos principais símbolos da Cidade do México. A praça é bastante ampla e costuma receber moradores e turistas ao longo do dia.
Churros, churros.. quem quer churros?
Antes de continuar o roteiro, fizemos uma parada para experimentar o famoso Churro Porfirio.
Depois de já termos conhecido a tradicional Churrería El Moro, no primeiro dia da viagem, ficamos curiosos para comparar os dois. Na nossa opinião, o Porfirio levou a melhor. Achamos a massa mais leve, crocante por fora e macia por dentro, além do recheio ser muito saboroso.
Se você gosta de churros, vale a pena experimentar os dois e tirar suas próprias conclusões.
Mercado dos Chefs
Depois disso, seguimos de Didi até o Mercado San Juan, conhecido como o Mercado dos Chefs.
Diferentemente dos mercados tradicionais, o San Juan é famoso pela variedade de ingredientes gourmet, frutos do mar frescos, carnes especiais e produtos utilizados por chefs e restaurantes renomados da cidade.
Aproveitamos para almoçar por lá e experimentar dois pratos bastante tradicionais: ostras frescas e aguachile.
O aguachile é um prato típico do noroeste do México, preparado com camarões crus marinados em suco de limão, pimenta, ervas frescas e vegetais, como pepino e cebola roxa. Apesar de lembrar o ceviche, o aguachile costuma ser mais picante e tem um sabor cítrico bastante marcante.
Mais uma tarde no clima da Copa
Para encerrar o dia, voltamos para a área oficial da FIFA Fan Festival.
Dia 7: Bate-volta para Puebla e Cholula

No sétimo dia da viagem, decidimos sair da Cidade do México para conhecer dois dos destinos mais encantadores dos arredores: Cholula e Puebla. Embora seja possível visitar as duas cidades por conta própria, optamos por fazer um passeio guiado pela GetYourGuide, o que tornou a experiência muito mais rica.
Além do transporte, contar com um guia fez toda a diferença para entender a história, as curiosidades e a importância de cada lugar. Se você pretende fazer esse bate-volta, recomendamos bastante essa opção. Inclusive, aproveite o nosso cupom ALICEPELOMUNDO5 para garantir desconto na reserva dos passeios pelo aplicativo.
Cholula e a maior pirâmide do mundo
Nossa primeira parada foi Cholula, uma cidade que abriga uma das construções mais impressionantes do México: a Grande Pirâmide de Cholula, considerada a maior pirâmide do mundo em volume, superando até mesmo a Grande Pirâmide de Gizé, no Egito.
Construída em homenagem a Quetzalcóatl, a serpente emplumada da mitologia mesoamericana, a pirâmide passou por diversas fases de expansão ao longo dos séculos. Mais tarde, após a conquista espanhola, foi erguida em seu topo a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, criando uma das paisagens mais emblemáticas do México e um símbolo do encontro entre as culturas indígena e espanhola.
Além disso, tivemos a sorte de apreciar uma vista privilegiada dos vulcões Popocatépetl e Iztaccíhuatl, conhecidos como os “amantes eternos”.
Segundo uma antiga lenda mexicana, eles representam um guerreiro e uma princesa que foram transformados em montanhas. Diz a história que o Popocatépetl, ainda hoje um vulcão ativo, continua velando eternamente pelo seu grande amor, o Iztaccíhuatl, que permanece adormecido ao seu lado.
Santa María Tonantzintla
Em seguida, seguimos para a Igreja de Santa María Tonantzintla, uma das maiores surpresas do passeio.
Por fora, ela parece uma igreja colonial como tantas outras. No entanto, basta atravessar a porta para entender por que esse lugar é tão especial.
O interior é um verdadeiro espetáculo artístico, misturando o barroco europeu com elementos da cultura indígena. Anjos com traços indígenas, frutas tropicais, flores, espigas de milho e outros símbolos locais dividem espaço com a iconografia católica, representando de forma única o encontro entre duas culturas após a colonização espanhola.
Foi, sem dúvida, uma das igrejas mais bonitas e diferentes que visitamos durante toda a viagem.
Puebla: uma joia colonial mexicana
Depois seguimos para Puebla, uma das cidades coloniais mais bonitas do México e reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO.
O centro histórico encanta logo nos primeiros passos. Suas ruas preservam casarões coloniais coloridos, praças bem cuidadas e edifícios históricos que fazem o visitante sentir que voltou no tempo.
Durante o passeio, conhecemos a imponente Catedral de Puebla, uma das mais importantes do país, e caminhamos pelo centro histórico observando as famosas fachadas revestidas com a tradicional cerâmica Talavera, um dos maiores símbolos da cidade.
Visitamos também a Biblioteca Palafoxiana, reconhecida pela UNESCO por ser a primeira e mais antiga biblioteca pública das Américas.

Saboreando o tradicional mole poblano
Paramos para almoçar em um restaurante da cidade e experimentamos um dos pratos mais tradicionais da culinária mexicana: o mole poblano.
Criado justamente em Puebla, o mole é um molho espesso preparado com dezenas de ingredientes, entre eles diferentes tipos de pimenta, especiarias, sementes e até chocolate. Apesar da combinação inusitada, o resultado não é doce. O sabor é bastante complexo, intenso e levemente picante, sendo servido tradicionalmente com frango.
Valeu muito mais pela curiosidade do que pelo paladar. Particularmente, não gostamos muito do mole, mas gostamos de ter experimentado.
A impressionante Capilla del Rosario
Um dos grandes destaques de Puebla foi a visita à Capilla del Rosario, localizada dentro do Templo de Santo Domingo.
Conhecida como a “Casa de Ouro”, ela é considerada uma das maiores obras-primas do barroco mexicano.
Assim que entramos, ficamos impressionados com a riqueza de detalhes. O interior é revestido por folhas de ouro, esculturas e ornamentações exuberantes que transformam cada centímetro da capela em uma verdadeira obra de arte.
Mesmo depois de termos visitado tantas igrejas durante a viagem, essa foi, sem dúvida, uma das que mais nos impressionou.
Dia 8: Últimas horas na Cidade do México e embarque pelo Aeroporto Felipe Ángeles
Chegamos ao último dia da viagem ainda com uma missão: finalmente conhecer o Palácio Nacional.
Como nosso voo seria apenas no período da tarde, acordamos e seguimos para a fila antes mesmo da abertura da atração. No entanto, tivemos mais uma surpresa. Naquele dia, não foram liberados ingressos para o período da manhã, o que impossibilitou a visita mais uma vez.
Nestas horas não adianta lamentar, faz parte de qualquer viagem ajustes no roteiro.
Biblioteca Miguel Lerdo de Tejada

Então, seguimos até a Biblioteca Miguel Lerdo de Tejada e ficamos impressionados.
Embora ela seja muito menos conhecida pelos turistas do que a Biblioteca Vasconcelos, o espaço surpreende pela arquitetura, pelo ambiente tranquilo e pela beleza dos seus interiores.
Foi uma excelente descoberta para as nossas últimas horas na Cidade do México e mostrou, mais uma vez, que a cidade sempre reserva atrações interessantes mesmo fora dos roteiros mais tradicionais.
Último almoço
Depois da visita, voltamos ao restaurante El Huequito, onde havíamos almoçado no primeiro dia da viagem.
Gostamos tanto da experiência que resolvemos repetir antes de seguir para o aeroporto. Foi uma forma especial de nos despedirmos da gastronomia mexicana.
Aeroporto Felipe Ángeles
Em seguida, chamamos um Uber para o Aeroporto Internacional Felipe Ángeles (AIFA). O trajeto levou cerca de uma hora e foi bastante tranquilo.
Vale lembrar uma dica importante: embora Uber e Didi não possam buscar passageiros no aeroporto na chegada, eles podem ser utilizados normalmente para levar passageiros até o terminal. Por isso, no retorno, conseguimos ir de Uber sem qualquer dificuldade.
No aeroporto, tanto o check-in quanto a imigração foram muito rápidos, o que tornou o embarque bastante tranquilo.
Outro detalhe que chamou nossa atenção foram os banheiros temáticos, muito modernos e bem decorados. Era tão legal que tentamos entrar pra conferir o maior número de banheiros possíveis.
Onde ficar na Cidade do México
Depois de conhecer diferentes regiões da cidade, percebemos que cada bairro atende a um perfil de viajante. Por isso, selecionamos alguns dos hotéis mais bem avaliados da Cidade do México para facilitar a sua escolha.
| Perfil | Hotel | Região | Destaque |
|---|---|---|---|
| Nossa escolha | Casa Herrmann Suites | Centro Histórico | Apartamentos com cozinha, excelente localização e ótimo custo-benefício. |
| Melhor custo-benefício | Hotel Histórico Central | Centro Histórico | Um dos hotéis mais bem avaliados da cidade, com café da manhã elogiado e localização excelente. |
| Vista incrível | Zócalo Central Hotel | Centro Histórico | Rooftop com uma das vistas mais bonitas para o Zócalo e a Catedral Metropolitana. |
| Hotel histórico | Gran Hotel Ciudad de México | Centro Histórico | Ícone da cidade, famoso pelo vitral Tiffany e pelo rooftop com vista para a Praça da Constituição. |
| Boutique em Roma Norte | Nima Local House Hotel & Spa | Roma Norte | Hotel boutique intimista, perfeito para casais que procuram uma experiência exclusiva. |
| Boutique de luxo | La Valise Mexico City | Roma Norte | Um dos hotéis boutique mais premiados da cidade, com serviço impecável e poucos quartos. |
| Luxo em Polanco | Hyatt Regency Mexico City | Polanco | Excelente opção para famílias e viajantes que buscam conforto próximo ao Bosque de Chapultepec. |
| Luxo premium | InterContinental Presidente Mexico City | Polanco | Tradicional hotel cinco estrelas, cercado pelos melhores restaurantes da cidade. |
| Experiência cinco estrelas | Four Seasons Hotel Mexico City | Reforma | Um dos hotéis mais icônicos da capital mexicana, conhecido pelo pátio interno e pelo atendimento impecável. |
| Máximo luxo | The Ritz-Carlton, Mexico City | Reforma | Ideal para quem busca uma hospedagem de altíssimo padrão com vista para o Bosque de Chapultepec. |
Nossa recomendação
Se esta é a sua primeira viagem à Cidade do México, nossa sugestão continua sendo o Centro Histórico. Foi onde nos hospedamos e a localização facilitou muito o roteiro, permitindo visitar diversas atrações a pé e utilizar pouco transporte.
Por outro lado, se a sua prioridade é gastronomia, cafés, bares e uma atmosfera mais descolada, vale a pena investir em um hotel em Roma Norte ou Condesa. Já quem procura uma experiência mais sofisticada encontrará excelentes opções em Polanco e na região da Avenida Reforma.
Independentemente da região escolhida, recomendamos comparar preços e reservar com antecedência, principalmente em períodos de alta temporada e durante grandes eventos, como a Copa do Mundo.
Hotel Casa Herrmann Suites
Durante nossa viagem, ficamos hospedados no Casa Herrmann Suites, no Centro Histórico.
O hotel oferece apartamentos espaçosos equipados com uma pequena cozinha, cafeteira, geladeira e utensílios básicos. Essa estrutura foi muito útil durante a viagem, principalmente nos dias em que saíamos cedo para os passeios. Em algumas manhãs, por exemplo, compramos pães na noite anterior e tomamos café no próprio quarto antes de sair.
Outro ponto positivo foi a localização. Conseguimos visitar diversas atrações caminhando, como o Zócalo, a Catedral Metropolitana, o Palácio de Belas Artes, a Casa dos Azulejos e a região da FIFA Fan Festival.
Outras regiões para se hospedar
Se o seu objetivo for aproveitar restaurantes, bares, cafés e uma vida noturna mais movimentada, bairros como Roma Norte e Condesa também são excelentes escolhas.
Nós visitamos os dois bairros durante o roteiro e entendemos por que são tão procurados. Ambos têm ruas arborizadas, arquitetura charmosa e uma enorme variedade de cafeterias, padarias, restaurantes e lojas independentes.
Já para quem pretende conhecer muitos museus, uma boa alternativa é a região de Polanco, onde ficam atrações como o Museu Soumaya e diversos restaurantes renomados.
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